PRESCRIÇÃO CLÍNICA DO EXERCÍCIO:
A IDENTIDADE DA FISIOTERAPIA

Exercício não é um programa ou protocolo. Exercício é o constante processo de investigação e progressão da função do cliente/paciente.

Importante frisar que exercício é um processo. É o processo de examinar o que a pessoa necessita, tentando enxergar se as tentativas específicas de estimular mudança tem sucesso para aquele cliente/paciente e para o objetivo específico. A partir daí, decidir, de imediato, se deve:

  • Continuar o mesmo processo
  • Progredir
  • Interromper completamente
  • Modificar o estímulo
  • ou regredir um pouco.

O processo do exercício exige que sejam feitas adequações de repetição para repetição. De série para série.

Atualmente, o exercício é entendido como um programa, um protocolo. Para mudarmos esse paradigma e evoluirmos ao nível do exercício como processo, o primeiro passo é coompreender a razão pela qual se escolheu aquele exercício. Em seguida, deve-se compreender também quando é apropriado iniciá-lo e quando é apropriado pará-lo.

Essas decisões são respaldadas pelo conhecimento profundo sobre o que está acontecendo nas estruturas internas de cada indivíduo, bem como pela identificação de quais forças estão ali, agindo e influenciando. Isso é a Mecânica do Exercício. É esse o conhecimento capaz de transformar a vida de clientes/pacientes e fisioterapeutas.

O compromisso da RTS – Formação Avançada na Mecânica do Exercício – é dar acesso e capacitar, você, a transitar por esse novo mundo. Vamos juntos!

.Mariane Malucelli.
 
 

Curso ESPECIALISTA EM PERFORMANCE INTERNA

Dra. Mariane F. Malucelli:

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CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Princípios para Prescrição Clínica do Exercício

MECÂNICA DO EXERCÍCIO

A Mecânica do Exercício é uma nova ciência. A partir dela a aplicação de princípios mecânicos (engenharia) para a análise, criação e desenvolviemento do exercício é de fundamental importância. São esses princípios que nortearão a criação e modificação de exercícios para o cumprimento de objetivos e necessidades de estruturas específicas, bem como das idiossincrasias neuromusculares de cada indivíduo.

Incorporar esse conhecimento revolucionário é um requisito inquestionável para a evolução da prescrição de exercícios, feita pelos fisioterapeutas, a níveis de resultados nunca antes alcançados.

CONTINUUM FUNCIONAL

Dominar apenas os princípios da Mecânica do Exercício não é suficiente.

Para que o exercício deixe de ser um programa ou protocolo — como é visto tradicionalmente — e evolua para um processo — como deve ser tratado — é preciso atenção e interferência contínua do profissional.

O Continuum funcional é um processo de raciocínio lógico para:

  • Análise contínua
  • Investigação
  • Exame das capacidades funcionais internas e externas de qualquer indivíduo.

A partir destas informações o profissional vai interferir no processo visando a otimização da função.

CONTINUUM DO EXERCÍCIO

Exercício é um processo. É o processo de examinar o que a pessoa necessita tentando enxergar se tentativas específicas de estimular mudança tem sucesso para aquele cliente/paciente e para o objetivo específico, e imediatamente decidir se devemos continuar aquele processo, se devemos progredir, se devemos encerrar completamente, modificar ou regredir um pouco. E isto muda de repetição para repetição e de série para série.

O Continuum do Exercício é o conhecimento que conduz à tomada de decisões com a finalidade de manipular e estimular adequadamente:

  • Movimento
  • Resistência
  • Intenção
  • Esforço
  • Tempo

A fim de estimular uma mudança conforme determinado pelo objetivo, bem como quaisquer alterações nas capacidades e tolerâncias do indivíduo.

PERFORMANCE INTERNA

É o estado operacional (função) e a tolerância dos componentes internos necessários para orquestrar o movimento bruto. São as partes que compôem o todo.

É tudo o que um indivíduo TEM disponível para participar das atividades da vida diária e de qualquer atividade específica como as modalidades esportivas.

Exercícios criados para otimização da Performance Interna devem ter o foco na qualidade e quantidade da contração muscular, em todo seu comprimento, para a melhora da capacidade de geração de Tensão Contrátil.

Toda mudança na Performance Interna vai causar mudança na Performance Externa. E essa mudança varia com a Intenção e com a Mecânica do Exercício.

RESISTÊNCIA ESTRATÉGICA

A resistência precisa ser apropriada em todos os seus aspectos para que o objetivo seja constante até a última repetição da série.

Quando a resistência não é adequada ou se durante a série os detalhes da posição, do movimento e da intenção (as quais alteram a resistência) deixam de ser monitorados, o exercício pode deixar de influenciar um tecido [Performance Interna] e passa a ter um estímulo disperso [Performance Externa] e o objetivo do exercício não é atingido.

InTension

Nas mãos certas a Intenção é a ferramenta mais importante e poderosa.

Intenção é o que você está tentando fazer. Nas mãos certas tem o potencial de ser a maior influência englobando todos os fatores aqui relatados e transformando um exercicio descuidado em estratégico ou um exercício sem sentido em significativo.

  1. Intenção e Posição/Movimento significa Controle para garantir a exatidão e precisão do exercício.
  2. Intenção e Resistência significa esforço estrategicamente direcionado contra restrição, alterando a direção da resistência e consequentemente a própria resistência. Pode ser uma chave para alterar as forças aticulares, a ação do músculo e a sensação.
  3. Intenção e Esforço significa Esforço focado o qual altera estrategicamente a “intensidade”.

MICROPROGRESSÃO

A homeostase refere-se a capacidade do organismo de se adaptar aos estímulos que ele experimenta com mais frequência. Este estado de equilíbrio dinâmico é mantido dentro do corpo por um requintado sistema de regulação e feedback.

Os processos pelos quais a homeostase é alcançada, ocorrem em um nível microscópico e cada tipo de tecido tem uma taxa de resposta de adaptabilidade. Então pode ser melhor pensarmos nos processos pelos quais a homeostase é mantida como acontecendo por meio de micro adaptações. Por isso a progressão deve ser feita com o mínimo necessário para gerar uma adaptação.

A homeostase e a micro adaptação
O que produz mudança é a tentativa do corpo em gerar a "facilidade" e a "normalidade".

VARIAÇÕES ESTRATÉGICAS

Variações Estratégicas são alterações, planejadas e calculadas, no estímulo de um exercício, mas sem interferir em algum fator que resultaria em mudança no objetivo.

Historicamente a variação tem sido utilizada com o objetivo de “chocar o corpo” para provocar mudança. Isto não deveria ser assim.

A variação é normalmente considerada como alguma, ou todas as coisas, que diferem do que está sendo feito hoje. Normalmente, apresenta uma abordagem aleatória que muitas vezes pode atrapalhar o objetivo específico.

O termo Estratégica significa que a variação deve identificar corretamente a relação entre o estímulo e a resposta.

A Variação Estratégica deve ser usada para a progressão. Ela deve complementar o estímulo necessário para um objetivo específico e para distribuição das forças na articulação, como prevenção do desgaste articular.

PERGUNTAS FREQUENTES

PERFORMANCE INTERNA™

É o estado operacional (função) e a tolerância dos componentes internos necessários para orquestrar o movimento bruto. São as partes que compôem o todo. É tudo o que um indivíduo TEM disponível para participar das atividades da vida diária e de qualquer atividade específica como as modalidades esportivas.

Exercícios criados para otimização da Performance Interna devem ter o foco na qualidade e quantidade da contração muscular, em todo seu comprimento, para a melhora da capacidade de geração de Tensão Contrátil.

Toda mudança na Performance Interna vai causar mudança na Performance Externa . E essa mudança varia com a Intenção e com a Mecânica do Exercício .

Performance Externa?

A melhora da Performance Externa é o objetivo final de qualquer intervenção que utilize exercícios, pois ela representa as atividades do dia a dia, os movimentos globais e a prática esportiva. A Performance Externa é totalmente dependente do bom funcionamento da partes internas que a compõem.

Quando falamos de exercícios, sempre que eles são medidos e monitorados externamente chamamos de exercícios de Performance Externa. Isso não é exclusivo dos esportes, independe do nome do exercício e de que profissional o prescreva. Sempre que as variáveis do exercício forem medidas externamente o foco está na Performance Externa. Então o primeiro fator a ser considerado em exercícios para a Performance Externa é a maneira que eles são monitorados e medidos.

Outro fator que determina a Performance Externa é onde se concentra a atenção de quem pratica a atividade. Por exemplo, em um esporte como o basquete, a atenção está na bola, na sesta, nas movimentações dos atletas, ou seja, foco externo.

A distração também é um elemento que identifica a Performance Externa. Quando uma atividade é praticada lendo um livro, vendo televisão, conversando, ouvindo música... O foco também é externo e muitos sinais que o corpo dá são simplesmente ignorados.

O que é RTS®?

RTS® - Formação Avançada na Mecânica do Exercício

RTS® representa uma Instituição Educacional especializada no estudo e aplicação da Mecânica do Exercício e no processo do raciocínio crítico para decisões a serem tomadas dentro do Continuum do Exercício . Seu idealizador/fundador é o norte americano Tom Purvis .

Estabelecido nos Estados Unidos desde 1996 o programa RTS® é, hoje, considerado a melhor preparação profissional nesta área, por ensinar a aplicação da Mecânica do Exercício de uma maneira objetiva e eficaz.

Como resposta às demandas práticas, Purvis desenvolve uma nova ciência que auxilia profissionais a prescreverem o exercícios físicos, alcançando um inestimável padrão de eficiência para seus clientes/pacientes.

O RTS® oferece uma educação avançada, exclusiva, que visa evidenciar a realidade do que o exercício é e o que ele pode ser. Isso amplia consideravelmente o horizonte de possibilidades de atuação do fisioterapeuta, bem como o reconhecimento por resultados.

Quem é Tom Purvis?

Tom Purvis é Fisioterapeuta com reconhecimento internacional na área do desenvolvimento e ensino da Ciência da Mecânica do Exercício.. Licenciado desde 1983, especializou-se em ortopedia e na prescrição do exercício para a manutenção da saúde.

Purvis tem ajudado profissionais a elevarem o padrão de trabalho desde 1989, quando desenvolveu o programa de biomecâncica da NASM – National Academy of Sports Medicine. Durante uma década esteve envolvido com esse programa.

Foi consultor de biomecânica, especializado no desenvolvimento de equipamentos de musculação para grandes renomadas empresas fabricantes de máquinas de musculação.

  • Nautilus, Inc. 1999-2009
  • Bowflex, Inc. 1995-2009
  • NASA Planetary and Earth Sciences
  • Laboratory Houston, TX, 2001
  • CYBEX International Inc. 1995-1998

Em 1996 ele fundou o RTS® - Resistance Training Specialist®. Uma escola dedicada exclusivamente ao ensino avançado da Mecânica do Exercício e da sua aplicação através do Continuum do Exercício.

O estudo da Mecânica do Exercício envolve o estudo da:

  • Mecânica articular
  • Mecânica muscular
  • Mecânica da resistência

E seus efeitos dentro da estrutura.

Desde 1997, Tom e o RTS® têm ajudado profissionais a criarem exercícios adequados para seus clientes/pacientes promovendo mais benefícios com menos desgaste articular, aumentando significativamente os resultadose consequentemente a valorização dos fisioterapeutas.

Quem é Mariane Malucelli?

Dedicação. Essa é a palavra que melhor define a atuação incansável de Mariane.

Iniciou sua formação em Educação Física, tornando-se Personal Trainer. Proprietária de uma academia referência em Curitiba, ficou intrigada quando percebeu que muitas vezes os ganhos para a saúde cardiológica e para a estética eram alcançados as custas do comprometimento da saúde articular.

Buscando respostas, em 2002 Mariane concluiu a graduação em fisioterapia pela Universidade Positivo. Durante a faculdade conheceu os princípios da Mecânica do Exercício através de Tom Purvis e conseguiu as respostas que há anos procurava. A partir daí passou a dedicar-se em difundir cada vez mais esse conhecimento transformador como representante oficial do RTS no Brasil .

  • Fisioterapeuta da OrthoCarolina (Charlotte – EUA)
  • Residente no Programa “Residency in Orthopaedics”/OC (Charlotte - EUA) 2017/18/19
  • Doutoranda em Post Professional Doctor in Physical Therapy (EUA)
  • Diretora dos Programas Resistance Training Specialist (RTS) no Brasil
  • Resistance Training Specialist Master - RTSm
  • Chefe do Departamento de Fisioterapia do Novant Orthoapedic Hospital (Charlotte- EUA 2009-2013)
  • Crefito: 59595
  • Cref: 005460-P/SC